Curiosidades: Casa onde morou e morreu Hércules Florence

Os dados aqui publicados foram trazidos por José Eduardo Gagliardi Florence Teixeira (trineto de Hércules Florence) e teve ajuda da pesquisadora Daiz Peixoto Fonseca.

Nesta semana que se inicia a Semana da Fotografia “Hércules Florence” nada melhor do que resgatarmos o local onde deve ter havido a “descoberta” da fotografia (ao menos o termo “fotografia” foi criado por este senhor). A história conta que foram os franceses “descobridores” da fotografia, porém existem fatos que comprovam que ao mesmo tempo houve pesquisa e “descoberta” paralela em Campinas.

Em foto antiga e abaixo mostra a casa onde morou e morreu Hércules Florence.

Abaixo as fotos do local em 2008. E saber que os paralepípedos, ainda hoje no local, podem ter presenciado a “descoberta” da fotografia; é algo fascinante. No canto direito do espectador, pode-se ver a ponta da torre da igreja Matriz do Carmo.


Foto clássica de Hércules Florence, na verdade Antoine Hércule Romuald Florence.
No Jornal Correio Popular – Caderno C – do dia 31/07/2004 em matéria de página inteira (vide abaixo) da jornalista Carlota Cafiero. Elvira fala que o marido Sérgio Pupo Nogueira (falecido em 2007) foi quem comprou a casa de Olivia de Moraes Florence neta de Carolina Krug Florence. Esta casa tinha sido doada pelo sogro Álvarez Machado, pai da Maria Angélica primeira esposa de Hércules falecida no dia 17/02/1850 com 36 anos de idade. Hércules casou com a Carolina Krug no dia 04/01/1854.

Como dita a reportagem: “Elvira não iniciou sozinha essa aventura. O ‘culpado’ desse movimento todo é o seu companheiro Sérgio Pupo Nogueira – descendente de outro nome ilustre de Campinas, sobrinho do historiador Celso Maria de Mello Pupo (que morreu em 2003). Engenheiro civil, Sérgio casou-se com Elvira há 14 anos – é desses amores antigos, cheios de reviravoltas. Detalhe: ele tem 80 anos de idade, e Elvira, 75.

Ao reencontrar o antigo amor, Elvira descobriu que, em 1950, Sérgio comprara e derrubara a casa onde Hercules morou, na antiga Rua Direita (hoje Barão de Jaguara), número 20. “Sérgio comprou a casa de Olívia de Moraes Florence, neta de Carolina Krug Florence, a segunda mulher de Hércules. Era a casa que seu sogro, Álvaro Machado, dera de presente para a filha Maria Angélica, primeira mulher de Hercules” , explica Elvira.

A casa estava toda comprometida e eu não sabia que Hercules tinha morado nela. Comprei para fazer um estabelecimento comercial”, lembra Sérgio.”
Conforme documentos (escrituras e registros) em posse da sra. Elvira Florence; a casa (veja foto abaixo) ficava na época, à rua Direita nº 20 (Largo da Matriz Velha), nesta data a rua chama-se Barão de Jaguara e os números: 1389 e 1393. Na década de 1950 o falecido marido de Elvira Florence comprou a casa demoliu e construiu dois salões. O de nº 1389 onde está instalada, hoje, uma livraria e o de nº 1393 uma lotérica.

Documento que comprova isto está no 1º Cartório; sob registro com número de ordem 1361 de 28 de fevereiro de 1887. Onde parte da casa e quintal sita à rua Direita Largo da Matriz Velha nº 20; dona Carolina Krug Florence vende para o filho Ataliba Florence. Existem outras escrituras com a parte dos filhos.

Abaixo o documento do 1º Cartório.

Abaixo na foto da esquerda para a direita Daiz Peixoto Fonseca, Elvira Florence Vergueiro e sua filha Cristina Florence Vergueiro. Foto esta sacada em frente do local histórico.

Abaixo a capa do livro de Daiz Peixoto Fonseca; lançado recentemente.

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